A nossa mente está programada a repetir aquilo que conhece, na chamada zona de conforto. Todos os comportamentos repetidos sistematicamente criam um “caminho” neuronal, transformando-se em hábitos, muitos deles automatizados. Mas é também a forma como encaramos a desconstrução de hábitos, que muitas vezes nos impede de os mudar.
- Sempre que ficamos presos ao tudo ou nada (exemplo: ou consigo já hoje correr uma maratona ou nem me levanto do sofá porque não vale a pena)
- Não dividimos o novo hábito em metas menores (exemplo: se quero começar a praticar desporto, posso começar por umas caminhadas e progressivamente vou aumentando a intensidade e dificuldade dos exercícios)
- Tentamos mudar tudo de uma vez (exemplo: quero emagrecer e iniciar atividade física e iniciar um curso de mandarim e… e… e… Calma! Uma mudança de cada vez)
- Esquecemos que o fracasso é uma bússola (se ao tentares mudar um hábito fracassaste não desanimes, faz parte do processo. Foca a atenção no que poderás fazer diferente quando recomeçares)
- Somos motivados por emoções negativas (as emoções negativas como culpa, vergonha, desânimo, frustração, ao invés de catalisarem a mudança, podem, por vezes, fazer-nos focar em pensamentos negativos autosabotadores: “não sou capaz”, “nunca vou mudar”, “o que estou a fazer errado”)
- Acreditamos que precisamos de motivação para mudar (nada mais errado. Se esperamos por motivação para iniciar mudanças na nossa vida, não sairemos do sítio. A motivação surge quando começamos a perceber que conseguimos mudar).
Prontos para desconstruir hábitos?